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Raquel Rennó no Bailux

MutGamb - qua, 22/02/2012 - 14:24

Raquel Rennó pesquisa coisas muuito legais e atualmente está no Bailux. Raquel trabalhou durante três anos no MediaLab Madrid, atual MediaLab Prado, também colaborou com centros como Arteleku no País Basco, Hangar em Barcelona, além de outros pequenos centros na Catalunya e no ZZZINC em Barcelona.

Tive oportunidade de entrevistá-la em 2010, quando trabalhava para o Ministério da Cultura junto com o Felipe Fonseca na pesquisa de Laboratórios Experimentais.

Raquel está com Regis em Porto Seguro e documentando tudo por aqui. Vale seguir!

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Ainda sobre Telecentros, por Felipe Cabral

MutGamb - qua, 22/02/2012 - 14:14

Ainda sobre Telecentros, Felipe Cabral respondeu as mesmas questões que mandei para o Dalton e propôs mais uma coisa, a possibilidade de fazermos um vídeo narrando a história do processo dos telecentros, desde quando criaram a nomenclatura "telecentro" para um espaço público com computadores conectados até a obsolescência do próprio conceito de inclusão digital...

Quem sabe não fazemos isso pelo MutGamb, e caminhamos até o ponto dos Labs experimentais? (O que é um lab? Pra quê serve um lab?).

Desde quando você trabalha com Telecentros?

Felipe Cabral - Meu primeiro contato com um Telecentro foi em 2005, quando ministrei oficinas numa unidade do projeto Casa Brasil, em Guarulhos - SP. Na época eu havia acabado de participar do 7° Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre e estava extremamente empolgado com a filosofia e as possibilidades libertárias e de desenvolvimento tecnológico sustentável que o software livre era capaz de produzir e fomentar, especialmente em projetos que visavam acesso a Internet e a Tecnologias enquanto política pública. Então comecei a ministrar oficinas em escolas, em laboratórios de informática e nesse telecentro da Casa Brasil Guarulhos. Eu conhecia vagamente - pra bem da verdade quase nada - o projeto de telecentros da prefeitura de São Paulo, iniciado anos antes no Governo Eletrônico na gestão Marta Suplicy, que na época estava sendo implementado por pessoas como Sérgio Amadeu e Beatriz Tibiriçá. Passado esse período, que durou cerca de 6 meses, me distanciei um pouco do contexto de telecentros e passei a acompanhar e atuar em projetos ligados ao Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, que tinha como uma das ações a Cultura Digital nos Pontos de Cultura. Há cerca de 1 ano e até o presente posso dizer que me reconectei com projetos ligados a telecentros. Hoje tenho com uma de minhas atividades profissionais a função de Designer Instrucional do Polo Sudeste Meridional da Rede Nacional de Formação do programa Telecentros.br. Nesta "Rede" fazemos basicamente uma série de ações de formação com monitores ligados ao programa Telecentros.br que é o atual e principal programa de "Inclusão Digital" do governo federal, gerenciado em grade medida pelo Ministério das Comunicações, sob a júdice da atual secretária de Inclusão Digital, a sra. Lígia Pulpatto.

Na sua perspectiva o que mudou desde a implementação do projeto dos Telecentros até hoje?

Felipe Cabral - Existem, existiram e existirão muitos projetos de Telecentros, ainda que alguns projetos não chamem seus espaços "computadorizados" de telecentros. Projetos de governos municipais, estaduais, do governo federal, projeto de iniciativa privada e até projetos que eu poderiam chamar de "independentes". Todos eles com características, objetivos e concepções diferentes e que mudaram muito ao longo da passagem do tempo. Cito alguns exemplos: conheço o projeto dos telecentros da prefeitura de Porto Alegre que tem telecentros até dentro do mercado municipal, no meio stands de alimentos, usando software livre, com computadores antigos, com monitorxs para auxiliar novos e/ou inexperientes frequentadorxs. Conheço o projeto dos telecentros em escolas do governo do estado de São Paulo, chamado projeto Acessa Escola, que usa software proprietário, que limita o acesso a 30 minutos por sessão, que tem como política não permitir ao usuário alterar qualquer configuração dos computadores, que em muitos lugares está quase sempre fechado para a comunidade, mas que tem computadores novos e que pensa ação voltada ao protagonismo juvenil. Vale lembrar que esse último projeto, o Acessa Escola, não "se chama", não intitula o espaço com os computadores nas escolas de "telecentro", mas em suma medida, na minha opinião, considero como se fosse, embora reconheça seu diferencial frente ao que se costuma chamar tradicionalmente de telecentro. Conheço também - só para citar um terceiro exemplo que difere bastante dos dois já citados - uma iniciativa chamada "Associação Telecentro de Informação e Negócios" que implementa e gerencia projetos de telecentros. A ATN é uma OSCIP sediada em Brasília que tem "parcerias" com diversas empresas como Microsoft, Sebrae, IBM, Fundação Bradesco, entre outras, e que tem como foco, ao que parece, difundir a ideia de telecentro como um espaço de geração de renda, como um espaço de fluxo financeiro, em associação com o mercado, com o chamado "empreendimento", visando emplacar a ideia de Telecentro como "um bom negócio", como formador de mão-de-obra para o mercado. Esse tipo de concepção é a mais perigosa e cruel, na minha opinião, sendo responsável por transformar um espaço de acesso social a tecnologias e a Internet, um espaço de cidadania e pertença do comum e uma quase Lan House de fins comerciais. Acho que não consigo responder a essa questão e não me vejo como alguém que pode traçar panoramas amplos para essa pergunta. São muitos dados a considerar, são muitas ocorrências, muitos jeitos diferentes de fazer e de entremeios a percorrer. Se eu tivesse de dar alguns palpites sobre o que tem mudado na dinâmica de funcionamento e na concepção do que se costuma chamar de telecentro, eu diria que os seguintes itens fizeram uma diferença fundamental:

- Reconhecimento desse espaço como efetivamente um local público de acesso a internet;

- A difusão do software livre como ferramenta inexorável de promoção da igualdade tecnológica-computacional;

- Investimento por parte de diversos municípios e estados na criação de políticas para a existência de telecentros;

- A criação, recentemente, de uma Secretaria de Inclusão Digital no Ministério das Comunicações, na perspectiva de convergir forças de outros ministérios e de concentrar ações do governo federal para fortalecer a política de telecentros;

- A difusão, ainda que lenta e gradual, da Banda Larga no Brasil, possibilitando acesso em lugares antes impensados.  Esse ponto talvez seja o mais polêmico, visto que na prática a banda larga no Brasil continua sendo um fiasco, mas se compararmos o número de conexões de 2002 a 2012 em locais públicos, isto é, numa margem de 1 década, veríamos o quanto cresceu, em termos reais, o número de telecentros em municipios antes totalmente desconectados. Essa tente a ser, ou a continuar sendo, a grande luta para os próximos anos;

- A ascensão de tecnologias móveis de acesso a Internet, como Celulares e Tablets. Creio que não demorará muito para existirem telecentros como experiências mobile de sucesso e isso tende a reinventar o espaço do telecentro porque não mais será preciso para um telecentro se ater a questão do espaço físico fixo;

- A ascensão, premente, dos aparelhos de TV com acesso a Internet. Isso vai dar uma balançada em diversas questões como oferta de Banda Larga, acesso a Internet domiciliar, programação de Tv aberta, entre outras muitas coisas, incluindo portanto a política de Telecentros. Talvez os telecentros tenham de rever seu papel num mundo onde uma grande quantidade de pessoas possuam Tv com acesso a Internet.

Qual é o principal desafio a ser superado?

Felipe Cabral - Os desafios dados estão postos, penso eu, desde o inicio da criação desse tipo de política: melhor qualidade de banda, mais e melhores formações, mais convergência de interesse dos atores desse processo, mais transparência e divulgação sobre esse tipo de política, melhor aproveitamento das potências desse espaço para criação de canais de mídia livre, maiores intercessões entre Telecentros e Redes como Cultura Digital, Metareciclagem, Hackers Club, algum espaço de diálogo entre Telecentros e iniciativas latino-americanas como a da Rede Virtual para Gestores de TICS da Colômbia, entre outros pontos a melhorar. Mas penso que estamos caminhando bem. Sinceramente espero que a ideia de Telecentro migre do conceito de um espaço primordial de acesso para um espaço de encontro. Com a democratização do acesso a Internet, com a democratização da Banda Larga, só posso desejar que um Telecentro se converta, mais do que já é, num espaço de encontro entre pessoas com interesses comuns, num espaço de encontro de pessoas para formação tecno-cidadã, num lugar gostoso, querido, respeitado e desejado pela comunidade na qual está inserido.

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bailux-conectando pessoas em imersões presenciais

Bailux - Arraial d´Ajuda - ter, 21/02/2012 - 16:49
foto de Raquel Rennó-lousa digital na escola aldeia velha pataxó Com muita sensibilidade Raquel Rennó nas imersões do bailux na rede fisica arraial dájuda e reserva aldeia velha pataxó,documentado em texto e fotos neste link http://raquelrenno.com/Usotopico/files/category-cultura.php
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Seu lixo, nossa alegria! (versão adesivos)

Centro de Inovação Social dos Araçás - ter, 21/02/2012 - 14:06

Polvo Paulo, exemplo de re-utilização

Sabe aqueles adesivos velhos de partidos políticos? Também os de eventos religiosos, congressos chatos, conferências de cartas marcadas, operações militares, feiras ridículas, lojas de surfe e partidos políticos, ops! já falei deles né? mas não custa reforçar. Afinal a campanha vai começar daqui a pouco em todas as cidades do Brasil, “eles” vão gastar milhões em material de propaganda e certamente, muito disso vai para o lixo.

Os membros do centro de inovação social (casa pirata), decidiram “remodelar” esse tipo de publicidade, dando um novo destino, utilidade e vida ao que seria descartado. Com um bocado de criatividade e muita tinta, os adesivos se tornam Arte Urbana conforme o material disponível. Em sua maioria serão um apoio às iniciativas que habitam e circundam a casa pirata. Mas também pode ser unicórnios, polvos, piratas, bicicletas, frutas…

Aceitamos doações em quaisquer quantidades de sobras. Para doar, deixe na caixinha de correio da Rua Quinze de Novembro, 931 (Cachoeira do Sul) ou crie coragem e faça uma visita. Aproveite enquanto temos água gelada!

Centro de Inovação Social - Centro de inovação, tecnologia e cultura digital para transformação social

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Contatos (quase) imediatos em vários graus - 2o. grau

MutGamb - seg, 20/02/2012 - 23:33

silia moan: Cliquem e vejam o resultado de sp... AE!!!!!!!!!!!! Mutirão =D bjuxxxx

mbraz: muuuitooo boooom !!! Coisa linda de se ver! ;)))

mariel zasso: Que orguio!!! :)

renato fabbri: felicidades!

efeefe: excelente notícia! nossos agradecimentos a todo mundo que colaborou com produções, textos, imagens, vídeos, ideias e tudo mais pro mutirão nesses últimos anos... dalhe #mutgamb!! e vamo que vamo!

hd: q beleza!!!!!!!!!!!! bjs a todos

téia: vamos comemorar a força do mutirão.... :) continuo sentindo o toque do tambor. bjs e saudade

efeefe: mais um motivo pra todo mundo aparecer no encontrinho sabadão, hein?

 

Ou seja, exatamente 3 meses depois, em 23 de junho, estávamos comemorando a vitória, nas palavras da Maira:

 

Oi todos

:D

Queria agradecer a todo mundo que ajudou na conquista desse prêmio, mesmo.

O Felipe pela oportunidade de trabalhar com o Mutirão, por acreditar e apoiar a reformulação do projeto para ser transformar em núcleo editorial.

Sília, Mariel, Teia, Gera por tudo o que temos compartilhado e sonhado.

A Tati, Hd, Orlando que tem ajudado nas articulacões, com ideias, com provocacões.

E, agradeco mais ainda aqueles olham aqui, como luckers, que duvidaram e que dizem-que-dizem tentando o hype.

Como diria um amigo nosso: Pois é "Transmutamos"

Beijos e abs no sábado, pessoalmente

:****

 

flavia cremonesi: aêeee!!! parabénsss :) beijos

dalton martins: Parabéns de coração. E como diriam os antigos tatankas: "i don´t believe the hype." ;-) Bjs

yasodara cordova: #chique :)

drica guzzi: Uau! Parabéns! Merecidissimo!!!! ;-))Bj carinhoso

orlandodasilva: meu respeito pra quens ralaram no operacional :)

ricardobrazileiro: parabens todomundo! to muito feliz eh noiz

 

“E noiz” seguimos felizes pra comemorar o prêmio, o lançamento do Mutsaz outono 2010, os oito anos do projeto metáfora e a oportunidade de se encontrar... longe ou perto... ao vivo e em cores... 

 

foto: @efeefe

 

[dica: imagine-se aqui, coloque quantas pessoas quiser]

 

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I Formatura dos Monitores do Telecentros BR na Amazônia

Casa Brasil Santarém - sex, 17/02/2012 - 11:52

Tutores, supervisores, equipe técnica, especialistas e parceiros, no dia 16 de fevereiro de 2012, promoveu o I Encontro de Certificação dos Monitores do Pólo regional Norte, sendo também considerado a primeira Formatura Nacional do Telecentros BR, onde teve dois momentos importantes, um presencial e outro à distância. De manhã aconteceu simultaneamente em Santarém e Belém e à tarde, a partir das 16h, foi realizada uma web conferência, com o tema “ O telecentro, o trabalho comunitário e a inclusão social -trocando experiências”, contando com a participação especial dos Monitores Formandos do Projeto, de outros estados da Amazônia.

Em Belém, o encontro presencial aconteceu às 9h da manhã, no Telecentro Lar Fabiano de Cristo, localizado na Rua Barão de Igarapé Miri, no bairro do Guamá. Já em Santarém, no mesmo horário, o evento foi realizado no auditório da Casa Brasil, no bairro do Santarenzinho. O momento de certificação foi muito especial com a presença do monitor Leandro Araújo, o qual representou simbolicamente todos os formandos infocentristas do NavegaPará que ficaram impossibilitados de participar por motivo de trabalho e já morando em outras cidades, aprovados nas universidades, fatores estes importantes, no final dessa formação, pois essas aulas contribuíram com vários conhecimentos que foram abordados e aprofundados tanto nos aspectos pessoais quanto profissionais de cada monitor. Para o jovem Leandro, que começou sua trajetória digital com 11 anos, no Coletivo Puraqué, esse momento foi de comemorar um ano repleto de informação e aprendizado contínuo, levando na prática, através do seu projeto comunitário, atividades que beneficiaram a sua comunidade.

A programação seguiu com os depoimentos das primeiras tutoras santarenas Cíntia Araújo e Adriane Gama, onde esta teve a oportunidade de acompanhar e finalizar a primeira turma de monitores chamada Bacuri, com um total de 22 formandos do norte. A tutora Adriane também demonstrou através de pôsteres dos monitores na Projetoteca, experiências e resultados vivenciados por esses agentes sociais nos seus espaços digitais e nas suas comunidades. “Para que se tenha uma cultura digital no norte contínua que se garanta uma qualidade melhor de Banda Larga, cidades digitais, software livre e acesso democrático e cidadã nos telecentros, é preciso que se age localmente com ações comunitárias para fortalecer a luta global, reinvindicando políticas públicas que promovam conhecimento e informação através do uso das ferramentas livres tecnológicas. A prática desses monitores nos seus telecentros pode ser parte essencial neste processo”, ressalta a tutora. À tarde, na Webconferência de Certificação, a ativista Beá Tibiriçá, do Coletivo Digital foi convidada para participar deste encontro virtual de comemoração.

Para o monitor Francisco Malheiros, de Gurupá – Pará, uma comunidade ribeirinha quase com fronteira com o Amapá, conta que trazia de sua casa, litros de óleo de canoa para gerar energia no seu telecentro e ressalta que tudo valeu a pena pois “foi muito bom ter compartilhado dessa formação e aprendido nesse período, conhecimentos que levarei para o resto da vida e que muito vai me ajudar a multiplicar essa ideia de se ter um mundo mais justo, com mais cidadania, inclusão, mobilização e transformação social. Um grande abraço a minhas tutoras Cíntia, Erieth e Adriane que muito contribuíram com a minha formação e com a de outros monitores do pólo norte”, declaração feita no Dia C na Web Conferência. A próxima turma de monitores do pólo norte que irá receber sua certificação terá um encontro marcado no próximo mês de março.


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Telecentros: passados e futuros, por Dalton Martins

MutGamb - sex, 17/02/2012 - 08:36

Faz um tempo que o Isaac perguntou na lista se alguém trabalhava com Telecentros. Achei que seria interessante contextualizar um pouco do que foram os Telecentros (quando criados) e se ainda fazem sentido hoje. Eu, que entrei nas redes todas em 2008, perdi um teco dessas discussões e articulações que acabando contextualizando muitos dos caminhos que temos hoje...

Então, perguntei ao Dalton Martins:

Desde quando você trabalha com Telecentros? 

Dalton: Desde 2003, quando começamos a montar os primeiros Telecentros metareciclados em parceria com o Agente Cidadão. Hoje, não trabalho em Telecentro. Trabalho com aulas em cursos de graduação na área de tecnologia.

Na sua perspectiva o que mudou desde a implementação do projeto dos Telecentros até hoje?

Dalton: Muita, mas muita coisa. Sobretudo, o custo da tecnologia e o nível de acesso que as pessoas tem hoje é muito maior do que tinham em 2001 e 2002, quando os programas começaram pra valer. Além disso, o fenômeno lan house cresceu muito nesse período, ocupando um espaço que o próprio governo não teve estrutura de ocupar. Em termos de visão de projeto, o que ocorreu é que ganhou mais escala. Saiu das experimentações iniciais em prefeituras e ONG's para se tornar uma política pública de estados e governo federal. Logo, muitas outras questões de implementação começaram a se tornar evidentes: como cuidar dos equipamentos, como tratar a dimensão humana com mais cuidado quando os grandes números entram em jogo, como levar banda larga para áreas rurais, etc, etc. Acho que a fase em que estamos hoje consiste de buscar entender como resolver esse tipo de questão, o que traz uma grande perda do lado mais experimental, romântico que vivenciamos alguns anos átras. Hoje, vivemos mais na fase da engenharia desses projetos do que da experimentação. Nesse sentido, para muitos de nos tem sido um convite a se reinventar como foco e eixo de ação experimental. Uma renovação possível dado as conquistas que de certo modo se conseguiram e outras que se mostraram inviáveis.

Qual é o principal desafio a ser superado?

Dalton: O principal desafio é sair da dimensão tecnologia e do acesso, ganhando mais contexto como projeto de espaço de promoção de redes comunitárias, em todas suas dimensões possíveis. Não estamos mais falando de tecnologia a muito tempo, mas precisamos dar mais forma para isso, experimentar mais outros arranjos possíveis. É nisso que ainda vejo sentido um projeto como Telecentros continuar.

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Inscrição da 6ª turma dos Programas Sócios Digitais da Casa Brasil

Casa Brasil Santarém - sex, 17/02/2012 - 06:01

Por Eliane Canté

Olá gente, mais novidades na Casa Brasil de Santarém, no dia 16 de fevereiro aconteceu as inscrições da 6ª temporada dos programas Sócios Digitais da Unidade, Curumim Digital e MID – Melhor idade Digital. Os programas vem beneficiar crianças de 09 à 11 anos, e senhores e senhoras a partir de 45 anos.

As inscrições com as crianças foram feitas por meio de entrevistas, cada uma teve a oportunidade de nos contar um pouco de sua história, dizer o que mais gosta de fazer, qual a sua comida preferida, se pratica esporte, dança, canta ou interpreta. Foram entrevistadas mais de 15 crianças, as perguntas foram feitas de acordo com a faixa etária de cada uma, e dependendo do seu desempenho nas respostas, algumas serão inscritas e integraram juntamente com outras crianças já inscritas a 6º turma do Curumim Digital.

As aula inaugural será dia 03 de março, onde nesse dia teremos um importante encontro com as crianças e seus responsáveis e os senhores e senhoras. Você que se inscreveu nos programas compareça, a sua presença é muito importante.

 


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raquel rennó

Bailux - Arraial d´Ajuda - qui, 16/02/2012 - 20:33

Meetings at Bailux (Metareciclagem node) and Pataxó Indian reserve in Bahia. Something good will be cooking soon… http://www.raquelrenno.com/  http://www.youtube.com/watch?v=lllDUdfXMdw
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500g de como fazer diagramas, por Isaac

MutGamb - qui, 16/02/2012 - 06:50

Isaac Filho pediu sugestões de ferramentas para desenhar fluxogramas e ramificações. Citou até um exemplo aqui. A pergunta dele era se existia um software que pudesse criar esse esquema. A lista #metareciclagem respondeu Isaac com algumas sugestões, que ele compartilha:

 

É engraçado o rumo que as coisas tomam. Principalmente quando são feitas de forma colaborativa, no escambo de conhecimentos. As coisas saem do controle, do que foi pré-imaginado e se constroem, tomando outras formas. Fui designado a fazer uma espécie de diagrama de uma rede de atuação lá de onde trabalho. Pensei que podia fazer tranquilamente em alguma ferramenta do libreoffice mas na hora da prática senti muita dificuldade. Pedi uma forcinha na lista #metarec para saber se alguém tinha alguma experiência. Muitas dicas de ferramentas surgiram, tanto on quanto off-lines. O mais legal é que surgiu a ideia de se usar o prezi para a apresentação do diagrama, que por coincidência era justamente o que eu iria fazer, e também surgiu a dica de uma alternativa ao prezi: sozi – que é uma extensão do inkscape.

 

Segue a lista das ferramentas que Isaac testou:

On-line

* Gliffy - http://www.gliffy.com/ (dica do Hudson)

Isaac: Pelo que testei do gliffy achei um pouco lento.

* Cacoo (dica do Hudson)

Isaac: Fiz meu trabalho no cacoo (esse aqui), ele é bem fácil de mexer e tem melhor performance comparado ao Gliffy. Só não gostei do modo como se tem que dar zoom, é preciso usar o menu. O link de um tutorial disponibilizado pelo Hudson.

Off-line

* Dia (dica do Diogo Leal)

Isaac: Achei o dia (tanto o soft como o dia de hoje) bem legal. A performance, comparada as ferramentas on-line é gritante. E o fato de não ter que usar flash, é um alívio. A desvantagem fica quando se quiser fazer algo colaborativo, mas pelo menos funciona caso você esteja sem internet.

* Kivio (dica do Diogo Leal)

Isaac: Não testei o kivio porque ele pertence à suíte Koffice. Uso o LibreOffice e também Gnome. Achei que não valeria a pena.

* Pajek - (dica do Daniel Penalva)

Isaac: Instalei o pajek, mas não consegui usá-lo. Pelo que li um pouco da documentação ele também faz análise dos diagramas. Isso parece ser bem legal. Só preciso aprender a usá-lo porque a interface dele é totalmente diferente dos outros. Uma desvantagem para mim é que ele tem que ser rodado via wine, pois foi feito para windows. Apesar de ter licença GPL.

Extras

* Prezi – www.prezi.com

Isaac: Para fazer apresentações em flash.

* Sozi - http://sozi.baierouge.fr/wiki/en:welcome (dica do Wille)

Isaac: Alternativa ao prezi. Funciona como um extra do inkscape.

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Sobre comuns e explorações

MutGamb - qua, 15/02/2012 - 08:06

Na semana passada a Universidade Nômade publicou o texto "O Comum e a Exploração 2.0", sobre o chamado capitalismo cognitivo e a articulação das redes. Thiago Novaes também publicou um texto em seu blog, e Ivana Bentes (ambos membros do Comitê Executivo do Fórum de Mídia Livre) comentou no GT Cultura Digital:

Completando. O texto do Thiago Novaes faz ótima análise da questão da Constituição do Comum. Sem maniqueismo e sem pretender "carimbar" e desqualificar todo o campo em construção da Midia Livre (incipiente e frágil). O mais lamentável no texto ao qual ele responde (a miséria da teoria pronta aplicada aos "desafetos"!) é o principio da "autofagia", a Antropofagia dos fracos, que se volta contra os que estão mais próximos e usa o "coletivo"  para se esconder.
Sou (devo estar sendo expulsa pelo "comitê central" rs) da rede Universidade Nômade desde 2000 e não fui consultada sobre esse texto "coletivo", como não foi o Fabio Malini, nem vários outros companheiros, dos que restaram. Não compartilho a "desconfiança" do texto do Novaes de que o processo que vem sendo experimentado por redes e coletivos como o Circuito como o Fora do Eixo, a Ação da Cultura Digital, por centenas de Pontos de Cultura, que se baseiam igualmente na colaboração, criam moedas complementares,  e estão inventando e se arriscando num novo "commonismo"  seja uma "esperteza ao contrário".
Os zilhões de  autônomos, diplomados sem empregos, sub-empregados, camelôs, favelados, contratados temporários, designes, artistas, midialivristas, atores, técnicos.... ou “vendem” sua força livre de trabalho com atividades flutuantes temporárias, ou se ORGANIZAM e INVENTAM o próprio emprego/ocupação e novos circuitos, como tem feito o Fora do Eixo e outros coletivos que vem resignificando e potencializando suas VIDAS de forma coletiva, num laboratório extraordinário.
Há 3 anos atrás o Re-Cultura do Rio propôs o debate sobre os trabalhadores autônomos, da cultura e de todos os campos. O partido/movimento  da Cultura, o PCult também começa a discutir a questão, inclusive da renda minima universal. O comum não tem dono!  

Convidei a Universidade Nômade para responder algumas questões.  Um comentário pertinente do Bruno Tarin (Universidade Nômade) durante nossa troca de emails foi:

A questão é que a teoria e o pensamento crítico servem para produzir mundos, reflexões não são e não deveriam ser vistas como descoladas da vida, da prática.

Como vocês enxergam, que a MetaReciclagem contemplada como Ponto de Mídia Livre por duas vezes consecutivas não tenha sido convdada para integrar o Fórum de Mídia Livre de 2012?

Os midialivristas só souberam da existência do Terceiro Fórum de Mídia Livre quando este já se encontrava totalmente formatado com Grupos de Trabalhos definidos por um grupo executivo. Não houve a nosso ver uma constituição aberta desse Terceiro Fórum de Mídia Livre, processo aberto que tornaria desnecessário "convidar" na medida em que todos, MetaReciclagem entre muitos outros Ponto de Mídia Livre Brasil afora, poderiam colaborar livre e efetivamente desde o início. Quando essa crítica foi feita, alguns membros do Grupo de Trabalho executivo se defenderam invocando a legitimidade da sua representação.

Como vocês responderiam essa pergunta: "O que está em jogo nesses consensos cada vez mais impermeáveis e institucionalizados, que são reproduzidos, muitas vezes na sua essência acriticamente, nos fóruns e encontros culturalivristas e midialivristas?"

O que está em jogo é a sobreposição de um modelo empresarial – um "novo modelo de negócios" – à vida política. É na empresa que o consenso se faz necessário pois busca-se cumprir objetivos, resultados, faturamento. Na vida política o que importa é o processo e a abertura ao dissenso e numa perspectiva democrática é a liberdade e a produção colaborativa (que não abafe as diferenças) o próprio modo de produção do comum.

Do "lado MutGamb/Metarec" copilo a perspectiva de Orlando (dasilva.org):

No primeiro identifiquei alguém que transita, se aprofunda, compõe em gestão organizacional e contemporaneidade. Com certa desenvoltura, diria eu. Mas não tanto em redes. Já o segundo texto é uma missiva para aliadxs e/ou iniciadxs. O terceiro texto me parece a necessidade de quem nem está lá, nem está cá, mas precisa marcar terrritório. Ainda que apenas discursivo, real.

E como mais um ponto para a reflexão, linko a panspermia do Glerm.

 

 

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Descentralizando Redes

MutGamb - qua, 15/02/2012 - 07:42

Lelex compartilhou na lista #Metarec a chamada da Global Square,  projeto que terá destaque na Bienal de Berlim de 27 de abril a 01 de julho de 2012, e pretende ser a primeira rede descentralizada social maciça na história da Internet. Mais informações sobre a chamada aqui.

"Estamos cientes das dificuldades que temos de superar, mas nós acreditamos que a comunidade da Internet chegou a um ponto em que tal iniciativa é possível. É possível, porque estamos mais unidos; censura e repressão criaram laços mais fortes entre aqueles que se preocupam com a liberdade eo livre fluxo de informações".

Mais do que a chamada, Lelex também compartilhou um fragmento de sua autoria junto com Rita Freire e Tiago F. Pimentel:

a estrutura distribuída
uma construção coletiva
obrigada menina e menino,
pelo dia, pelas canções,
poesias e companhia.
Difícil não é achar o algorítimo, difícil é a utopia.
Se a gente tem, a gente algoritimia.
bóra passear na praça, nessa os lobos não poderão fazer nada......
bóra instituir a licença existencialista, cláusula única:
O humano, assim como o software, está condenado a ser livre!
vamos abrir os códigos dessa prisão!
algum
ritmo
e que nossa utopia
não se vá pelo ralo da pia...
 

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Cparty 5: Passa e não fica...

MutGamb - qua, 15/02/2012 - 07:15

Depois de quase uma semana após a Campus Party, algumas pessoas queridas compartilharam na lista #Submidialogia suas percepções sobre o evento. A minha, depois de participar em 4 edições do evento (3 delas envolvida diretamente na organização) é bastante parecida com a da Andrea Saraiva:

Tempo curto, lidando com vidas atualmente, 13 comunidades em conflito constante de território, sou levada a priorizar locais de atuação. Tô correndo longe de eventos desse tipo.

Vj Varga deu uma oficina de TV Pirata e Felipe Brait fez uma performance na mesa "Digitofagia X Digitoemia", na área de Arte Digital:

Minha fala é a "Sexo, Futebol e Revolução 2.0". Pretendo fazer uma epopéia poética sobre produção de afeto entre Primavera Arabe 2011, era das marchas na av. Paulista, ativismo russo (FEMEN e VOINA) e democracia corintiana, além de alguns outros aperitivos históricos !!!

Lelex lançou na lista:

Única coisa que vi foi algo sobre Brazuca (Ricardo Brazileiro) e o Cotidiano Sensitivo, e algo com Campus Party tem mulher bonita: um monte de mina bonita gostosa que foi contratada pra ser mulher produto. De resto, a mesma lenga-lenga de sempre: os pop stars enchendo a gente de links chamando pra assitir sua apresentação sobre o que falam desde a primeira edição. Ah, também soube que reduziram ventiladores e água na área das barracas.

Ricardo Brazileiro pode mostrar os trabalho do Cotidiano Sensitivo e comentou:

O evento acabou se transformando num parque de diversões exclusivo para geeks-cooptados-pela-cadeira-da-vivo. As mulheres continuam sendo ridicularizadas em formato de merchan e os 7 mil computadores plugados estão cada vez menos dispostos a produzir algo interessante e de potência (clustering, hacking, cloud computing..).

Regis Bailux relatou que foi convidado repentinamente para subir em um dos palcos do Cparty. O momento foi documentado por Fernando Krum, pesquisador e produtor de novas mídias, no vídeo:

Tecnologia do afeto no Campus Party 2012. Tecnologia são pessoas. Tecnologia dos processos, trabalhando com a falta e se apropriando da gambiarra como metodologia criativa.

Como disse Brazileiro: evento, é vento, passa mas não fica.

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VaiVem – Sistema de empréstimos

Wille - Hacked - ter, 14/02/2012 - 23:12

Já faz um tempo que comecei a desenvolver o VaiVem um pequeno sistema de controle de empréstimos pra uso na universidade em que trabalho. Esse sistema é voltado para equipamentos de audiovisual, porém pode ser facilmente adaptado para outros tipos de objetos.

O VaiVem é desenvolvido em Django, um framework web escrito com Python. Esse é o primeiro sistema que eu desenvolvi, então não é nada muito complexo.

Os recursos que o Vaivem possui:

- Geração de comprovantes de empréstimo;
- Busca de empréstimos por equipamento ou por usuário;
- Aplicação de penalidades em caso de atraso na devolução;
- Software Livre (Licença Affero GPLv3).

O código está disponível no gitorious: https://gitorious.org/vaivem

Instruções de instalação: https://gitorious.org/vaivem/pages/Home

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Mercosul terá rede de fibras ópticas de alta velocidade

Centro de Inovação Social dos Araçás - ter, 14/02/2012 - 14:51

Brasil, Argentina e Paraguai estão elaborando um projeto conjunto para interligar os países por meio de uma rede de fibras ópticas de alta velocidade. Um dos objetivos do projeto é levar a internet às populações de baixa renda da região.

Para elaboração dos estudos iniciais foi criado um grupo de trabalho, formado pelo Ministério das Comunicações, Telebras, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Itaipu Binacional, PTI-Brasil, PTI-Paraguai, Parque Tecnológico de Misiones, e a Empresa Provincial de Telecomunicaciones Marandú, da Argentina. PTI é a sigla de Parque Tecnológico Itaipu.

Arranjo

O Ministério da Comunicações brasileiro ficará responsável pela articulação do trabalho, alinhando o projeto com os protocolos assinados entre Brasil e Argentina e os recentes acordos com a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Algumas instituições envolvidas já têm seus projetos de fibra óptica e banda larga individualmente. O nosso desafio é fazer esse arranjo, discutir a parte técnica, desenhar um mapa de atuação, evoluir nisso e aplicar investimentos“, destacou Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.

A Telebras vai colocar imediatamente nossos engenheiros para realizar estudos de conexão da fibra óptica e iluminar essa rede até Foz do Iguaçu,” garantiu Erivan F. Paiva, gerente de Planejamento Empresarial da Telebras.

A recém-recriada Telebras tem a missão de implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal, dar suporte às políticas públicas em banda larga, além de prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações.

Rede metropolitana

O PTI-Brasil e o PTI-Paraguai pretendem articular a formação de uma grande rede metropolitana interligando o Brasil, Argentina e Paraguai. Essas tecnologias serão desenvolvidas de forma cooperadas e o PTI será o ponto de conexão internacional deste sistema, incluindo tráfego de dados acadêmicos e da internet comercial.

Fonte: Inovação Tecnológica

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metareciclando campus party_2012

Bailux - Arraial d´Ajuda - ter, 14/02/2012 - 12:13
Em um desvio promovido pelo Marcio Black,participei de uma conversa com Felipe Brait Milena Szafir no campus party2012-no palco artes digitais.O Fernando Krum estava presente e gravou um arquivo de video que estou chamando de metareciclando o campus party. link do video http://www.youtube.com/watch?v=SV4mlU2Hxu0
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I Oficina de Formação em Drupal na CBS

Casa Brasil Santarém - seg, 13/02/2012 - 16:55

Por: Bruna Tayná

   Durante os dias 13 a 17 de fevereiro, estará ocorrendo nos turnos da manha e tarde, na Casa Brasil de Santarém, com exceção do dia 14, pois será realizado no Pontão de Cultura do Tapajós, a 1ª oficina de Formação em Drupal realizada pelo Navegapará, Prodepa e Governo do Pará, com objetivo de manter a informação e ensinar como construir um projeto de internet mantendo a visão do público crítico em relação aos padrões de sites com as carências de acessibilidades.

    As aulas de Drupal* estão sendo facilitadas por Edinamar Correia, da PRODEPA, que tem como conteúdo para repassar aos alunos, desde a parte estrutural para o site na web, quanto outros trabalhos necessários de complementos para o mesmo. Utilizando outros programas em software livre como o GIMP, para fazer o tratamento de imagens que serão utilizadas.

    Vale a pena comunicar a presença do público diverso que estão presentes na oficina, alunos universitários da Ufopa, Colaboradores da Casa Brasil de Santarém, Funcionários do NIE- SEMED e Equipe do Coletivo Puraqué, os quais estão aproveitando este momento de aprendizado e compartilhamento de conhecimento e ideias durante esses dias de oficina. No final dessas aulas, os participantes irão receber um certificado com a carga horária de 40h.

*Drupal é um framework modular e um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) escrito em PHP. O Drupal permite criar e organizar conteúdo, manipular a aparência, automatizar tarefas administrativas, e definir permissões e papéis para usuários e colaboradores. Por ser desenvolvido em PHP, o Drupal é independe de sistema operacional, no entanto requer um servidor HTTP compatível com PHP, como o servidor Apache e um Servidor de Banco de Dados, como o MySQL, recomendado pelo Drupal, para funcionar.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Drupal


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Alguns aspectos da crise tucana, por Wagner Iglecias

Locoporti - seg, 13/02/2012 - 15:50
Crise de identidade e de lideranças

Alguns aspectos da crise tucana

por Wagner Iglecias

Sou de uma geração que acreditava que o PT era socialista e que o PSDB era social-democrata. Foi uma geração numerosa. Só posso falar por mim, mas cheguei mesmo a acreditar um dia que PT à esquerda, PSDB ao centro e PL, à direita, seriam os três grandes partidos de um moderno sistema político que viria a existir no Brasil a partir da década de 1990. Doce ilusão juvenil. Só me faltou levar em conta, naquela época, nosso patrimonialismo atávico e nossa velhíssima tradição política, que fazem com que partidos liberais se diluam na massa amorfa de siglas fisiológicas e que fazem vergar, em maior ou menor grau, os ideais fundantes de partidos originalmente progressistas. Fato é que o PL sumiu e, para vencer as eleições presidenciais, tanto tucanos quanto petistas fizeram alianças com partidos e setores conservadores. Mais que isso, no exercício do poder o PSDB aplicou o programa neoliberal, enquanto quem vem tentando construir nosso arremedo de Welfare State, nossa “social-democracimorena”, é o PT. Ou seja, a impressão que fica é que dos anos 1990 pra cá caminhamos todos para a direita do espectro político.

Nosso presidencialismo é de coalizão, mas há que se lembrar que quem ganha eleição para o Executivo em nosso país manda, impera, pode muito, ainda que esse “poder muito” tenha prazo de validade e seja renovável a cada quatro anos. O consórcio PSDB/PFL pôde muito enquanto esteve no poder, em especial surfando na boa onda da economia durante o primeiro mandato de FHC. Havia amplo apoio social ao governo em meados da década de 1990, dos bancos às classes populares, passando inclusive por importantes setores do empresariado nacional, ainda que este vivesse as agruras da exposição desenfreada, via câmbio e abertura comercial, à competição externa. Lembremos que FHC foi eleito e reeleito em primeiro turno, o que não é e nunca será pouca coisa.

É preciso reconhecer, no entanto, que o amplo apoio que FHC, PSDB e PFL tiveram naquela época não pode ser comparado ao que vimos nos últimos anos em relação ao governo Lula. Muita gente critica o lulismo, ressalta seu caráter despolitizador, aponta para o fato de que criaram-se nesses anos 30 milhões de novos consumidores, mas não 30 milhões de novos cidadãos, etc. Mas creio que nunca antes na História deste país, para usar a clássica expressão do ex-presidente, se viu um arco de forças sociais e políticas tão amplo quanto este formado nos anos petistas no poder. Talvez, e olhe lá, algo parecido tenha se dado apenas sob Vargas. Ou nem sob ele. É chover no molhado dizer isso, mas Lula teve apoio desde o sistema financeiro até as classes D e E, passando por quase toda a estrutura sindical e aliando-se amplos setores do que há de mais antigo no quadro partidário brasileiro. De fato, Lula só encontrou oposição no PSDB/PFL, nos extratos da velha classe média que estes partidos representam e nos formadores de opinião que a eles se dirigem.

Feito um lutador que prensa seu oponente nas cordas e vai lhe minando a resistência, o lulismo, pela estratégia acertada do PT e pela genialidade política de Lula, empurrou o PSDB para a direita do espectro político e social, e lá o tem confinado. Que o diga um José Serra, que teve, sim, uma militância intelectual mais à esquerda durante a ditadura militar, a fazer campanha em 2010 de braços dados com líderes religiosos ultra-conservadores e a apelar para a questão do aborto a fim de tentar tirar votos de sua então adversária.

A oposição hoje esvazia-se a passos largos, DEM e PPS são duas siglas em forte declínio e o futuro do PSDB é incerto. O que é uma temeridade para uma agremiação que desempenhou um papel bastante significativo na trajetória recente do Estado brasileiro. Goste-se ou não, o PSDB foi um partido de quadros que implementou algumas propostas relevantes para a gestão pública nacional quando foi governo. Não vou aqui fazer uma discussão de mérito, se foi bom ou se foi ruim e a que custo as coisas se deram, mas reconheça-se que foi com o PSDB no comando que se debelou  a inflação, deu-se o pontapé inicial para uma mudança cultural em relação à questão fiscal e promoveram-se reformas gerenciais que tiveram forte impacto na máquina pública. Hoje em dia, no entanto, o partido encontra dificuldade em dialogar com uma sociedade civil em rápida mutação, vive a reboque de denúncias publicadas na imprensa e suas gestões estaduais dão a impressão de não irem além de um gerencialismo monótono e burocrático. Para além disso, a legenda encontra-se às voltas com disputas internas entre suas principais lideranças, aparentemente mais focadas em suas próprias carreiras do que no partido, como noticia a imprensa cotidianamente.

A crise tucana, portanto, tem duas dimensões, se não outras: de identidade e de lideranças. De identidade porque o PSDB há muito perdeu sua aura progressista, permanece sem saber ao certo o que fazer com o legado do governo FHC e parece ter dificuldade de compreender as mudanças recentes que a sociedade brasileira vem passando. É provável que o projeto tucano de poder seja ainda aquele mesmo do início da década de 1990, ainda que o cenário mundial tenha passado por tantas transformações nestes vinte anos. O partido há tempos não formula novas ideias, algo fundamental para quem almeja retomar o comando da nação, e se vê embotado pela lógica de culpabilizar o adversário (PT) por quase tudo o que de ruim ocorre no país. Embotamento este que afeta os tucanos de cima a baixo, atingindo desde algumas de suas principais lideranças até o militante mais simples, passando ainda por alguns dos intelectuais simpáticos à sigla.

Além de ser uma crise de identidade, de falta de novas formulações, de dificuldade de dialogar com a sociedade, a crise tucana também é de lideranças. Afinal, o que cada vez mais se lê nos jornais são os desencontros entre seus principais nomes. Que se tome como exemplo a recente polêmica envolvendo FHC e Serra, já dois veteranos em termos de trajetória política. Aquele continua sendo a principal referência do partido, enquanto este parece ainda almejar a disputa da presidência da república em 2014, o que se choca com os planos de outros setores do tucanato. Aécio, tido agora como nome natural para tentar suceder Dilma, surge aos olhos do eleitor como um presidenciável que parece não saber muito bem o que quer, se vai ou se fica, se é pra agora ou pra mais tarde.

Outras lideranças, antigas ou nem tanto, parecem por sua vez não ter condições de alçar vôos nacionais. Cito Tasso, Azeredo e Dias, bem como Marconi e Richa. E aqueles que talvez tenham sido as duas lideranças mais progressistas que a legenda teve, Franco Montoro e Mário Covas, são hoje apenas História. Aliás, parecem fazer muita falta ao partido nos dias de hoje. Assim como no futebol, na política não existe o “se”, mas se ainda estivessem por aí talvez os rumos do PSDB tivessem sido outros, ou não? Diz a mitologia política brasileira que foi por causa da insistência de Covas que FHC não tornou-se ministro de Collor, o que fatalmente lhe teria custado a carreira política. Dizem os mais velhos que Montoro era um homem de diálogo, antes de mais nada.

Sem Covas e Montoro, com FHC e Serra falando idiomas diferentes, com Aécio numa postura para muitos dúbia e com as demais lideranças reduzidas a seus rincões locais, resta ao PSDB o nome de Alckmin. Que, a seu jeito, quase que um Montoro de sinal trocado, vai tentando, como diriam os marqueteiros, “reposicionar a marca” do partido. Reposicionamento à direita, mesmo. Via política do “pulso firme”, como tem sido visto nos últimos tempos e que cai tão ao gosto de uma parcela da sociedade brasileira, em especial a sociedade paulista. Quando eu ingenuamente ainda acreditava em três partidos que poderiam vir a dominar a cena política brasileira dizia-se que o PSDB era um partido em cima do muro. A experiência no poder e o lulismo que a sucedeu imprensaram o PSDB no canto direito do espectro político. Será que é lá que o partido vai permanecer daqui por diante?

Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH-USP.

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Colaboradores intelectuais fazem instalação de sistema operacional nos computadores da CBS

Casa Brasil Santarém - seg, 13/02/2012 - 14:54

Por Rosinei Lima

Os colaboradores da Casa Brasil já estão preparados para 11ª temporada, são incansáveis para adquirir conhecimentos, estão na ativa mesmo após um período de formação com oficinas de metareciclagem, Informática básica, informática avançada e vídeo participativo. Afinal, foi um leque de conhecimentos que todos adquiriram no período de formação, para aprimorar e mostrar que são capazes. No final das oficinas, todos os colaboradores ainda facilitaram uma aula prática de 10 minutos para mostrar o que absorveram de conhecimentos durante a formação, mais uma tarefa cumprida.

Após essa semana, no dia 7 de fevereiro, eles vieram para o infocentro fazer instalação nos computadores que serão usados pelos alunos da 11ª temporada, o sistema operacional foi Ubuntu 10.04 Linux Software Livre. Após a instalação, foi feita a configuração de internet, atualização dos pacotes e aplicativos.

Com muito orgulho, estamos aguardando a 11ª temporada para repassar os nossos conhecimentos. Que venha a comunidade com tudo!


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