MutGamb
Colabore com o Encontro Metarec em Ubatuba :)
Nos próximos dias 25 a 26 de maio, vai rolar em Ubatuba o Encontrão HiperTropical da MetaReciclagem. A ideia é reunir pessoas para trocar e promover discussões sobre vida, apropriação de tecnologias, e os 10 ANOS DE EXISTÊNCIA. Segundo o Felipe Fonseca:
Os Encontrões de MetaReciclagem são principalmente momentos de reconhecimento da rede - as boas-vindas aos novos integrantes, a atualização sobre os diversos projetos em que estamos envolvidos, a realimentação e reinvenção dos nossos mitos fundadores e mantenedores.
(imagem @dpadua)
A MetaReciclagem já promoveu um Encontrão durante a Campus Party de 2009, e outro em Porto Seguro, no Bailux, em setembro de 2009).
Também tivemos vários outros Encontrinhos Sazonais pelo MutGamb. A importância desses encontros vão além das articulações políticas, ou de negócios, do hype da tecnologia. Uma rede de afetos é envolvida:
São encontros que repercutem por muito tempo, geram faíscas que mais tarde vão influenciar uma diversidade de contextos locais, institucionais e conceituais.
Para quem não entende o que é MetaReciclagem ou acha que se limita a reciclagem de eletrônicos, convido aos links: Coletivo Editorial MutGamb, canal de vídeo do Bailux, e a uma busca no google pelo termo, que já influenciou de políticas de governo até pesquisas acadêmicas.
Não estamos usando o Catarse, nem o Vakinha, mas estamos pedindo colaborações. Precisamos de cerca de R$ 5 mil para viabilizarmos o encontro. De hoje (13/05) até o dia do encontro pretendemos relatar se esse esforço está rendendo alguma coisa e mostrarmos o quanto já arrecadamos.
Dinheiro pra quê?
* Transporte
* Alimentação
* Hospedagem
* Infraestrutura local
* Apoio às instituições que colaboraram com a Rede
Como colaborar?
Você pode fazer doações por PayPal e por PagSeguro.
Ou se preferir entre em contato conosco.
Obrigada!
II Fórum Mundial de Mídia Livre, no Rio +20
Durante a Rio+20, acontecerá a Cúpula dos Povos, que abrigará como um de seus eventos o II Fórum Mundial de Mídia Livre entre os dias 16 e 17 de junho, naUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro. O Fórum será composto por painéis, desconferências, oficinas e plenárias. As atividades englobam as temáticas: direito à comunicação, políticas públicas, apropriação tecnológica e movimentos sociais.
Segue a programação:
16 de junho
9h: Abertura
11h: Painéis Simultâneos:
a) Direito à Comunicação
b) Apropriação Tecnológica
13h: Almoço
14h: Painel Políticas Públicas
16h: Rodas de conversa, desconferências, oficinas, Fórum Extendido
17 de junho
9h: Painéis Simultâneos:
a) Movimentos Sociais
b) Mulher, mídia e bens comuns
10h30: Plenária Geral
13h: Almoço
14h: Rodas de conversa, desconferências, oficinas, Fórum Extendido
Guima: nomadismos, hacklabs e metareciclagens
Guima, tem 23 anos, mas está na MetaReciclagem desde o começo da rede. Pesquisador autônomo de tecnologias, desenvolve projetos e oficinas de arte utilizando princípios de computação física, biotecnologia, software e hardware-livre. Ele concedeu uma entrevista para o MutGamb para contar sobre seu novo projeto o HackLeste.
Atualmente está desenvolvendo um HackLab, no SESC Belenzinho, em São Paulo: "O convite aconteceu através de um longo processo com oficinas de curta duração envolvendo tecnologias livres, na pegada Metareciclagem. Cultivando a descentralização do conhecimento, as formas e ramos de abordagem das pequenas oficinas de Arduino, Linux etc, demonstraram ter corpo para um espaço mais amplo de estudo". Diferente da proposta de um HackerSpace, os Hacklabs são territórios nômades, afirma Guima: Nos encontramos duas vezes por semana (quarta e sexta) das 19 às 21hs. Começamos em março de 2012. Ficarei lá até Junho, mas a sala de internet-livre do SESC continuará oferecendo um espaço HackLab no próximo semestre também.
Qual a proposta mais interessante que desenvolveram?
Guima - Vejo que a coisa mais interessante que desenvolvemos até agora é o próprio processo de documentação, diferente de outros momentos, consegui tempo e com ajuda da @laurestk conseguimos organizar bem a produção, pra mim foi algo inédito e a galera da lista metarec também deve saber que sim... @efeefe sempre combrando: "Documenta!!". Então pelo menos o registro do processo, mesmo que pobre em detalhes, pra mim foi o melhor desenvolvido, mas vejam lá se encontram algo legal também: hackleste.org.
Qual é o público alvo, e como interagem com a tecnologia?
Guima - Não escolhemos um público alvo, tanto que o SESC é novo, e decidimos deixar a galera da região se apropriar do espaço. Vejo que estes espaços devem ser conduzidos assim, nada de ser espalhafatoso pra chamar atenção de uma galera de longe ou mais "cult", mas permitir que aqueles que estão na redondeza também possam aproveitar. No entanto, a articulação da população local ainda é um processo, os encontros estão longe de ficarem lotados.
Placa Severino
Você acha que ainda existe uma barreira muito grande, digo, no interesse das pessoas em desenvolver tecnologias?
Guima - A barreira para o desenvolver tecnologias é a mesma que existe para o se apropriar delas. As pessoas querem saber de consumir, comprar e comprar, a maioria das pessoas estão presas neste vício, alimentado e incentivado pela grande indústria, quanto menos soubermos, quanto menor a educação, mais seremos escravos do sistema, isto é o óbvio mas somos facilmente comprados. Não sou extremista, quero dizer que o consumo e o consumismo são diferentes, comprar o desnecessário é consumismo, e isso nos afasta do princípio de qualquer invenção, a necessidade. Imagine se as pessoas descobrissem que ao invés de comprar um aparelho novo por R$300,00 pudesse consertar e até mesmo aprimorar o seu antigo por R$50,00? A resposta para a questão parece óbvia, as pessoas querem melhorar a tecnologia, ou seja, melhorar o conjunto de técnicas, mas a desinformação e nosso atual processo de formação nos elitizam e ficamos preconceituosos com o informal, com a informação.
Como você enxerga MetaReciclagem nesses processos?
Guima: Eu vejo MetaReciclagem no processo! Com que frequência? O tempo todo! Eu enxergo o movimento MetaReciclagem como um grupo com liberdade de estudo, podemos brincar, criar, falar sério, abstrair e concretizar. Vejo o que conheci por MetaReciclagem em tudo que faço, pois a liberdade está em todo o processo, tanto nas ideias quanto no objeto. O HackLeste (hacklab na zona leste), vem acontecendo por está trilha, sempre infiltro muita coisa que aprendi por aqui nas oficinas, utilizamos sucatas, reaproveitamos componentes, criamos placas genéricas sob licenças de livre utilização, software-livre, processos artísticos, mas principalmente o estudo informal, a autonomia que cada participante desperta e a ecologia autodidata mas em rede.
Desconsumos
Alguns dias atrás, Fabs trouxe o texto Capitalismo, Movimento e a Grande Encruzilhada e seu comentário para a lista:
Nossa sociedade está viciada no capital. E aqui falo da sociedade como um todo, e não de tentativas individualizadas de não submissão ao capital. Nossa sociedade, sem visões separatistas, está, sim, viciada no lucro capital. E como todo vício, é preciso aceitar que se está viciado para poder então tratar de sua cura de maneira adequa. É o primeiro passo.
Lembrando de Thoreau e a Desobediência Civil, Felipe Cabral compartilhou o que seria a Desobediência Econômica:
A Desobediência Econômica é um conceito que inclui a desobediência civil e a social como forma de empoderamento e libertação da lógica do capital. O projeto que pretende conceber um manual pode ser acessado aqui.
AdaCamp em Washington DC
Faz tempo que o MutGamb está linkando ações interessantes ligadas à mulheres e tecnologias. Dessa vez, divulgamos o AdaCamp que acontecerá entre os dias 10 a 12 de Julho em Washington, DC. O evento é focado na participação das mulheres na tecnologia e na cultura livres, mas o evento é aberto a pessoas de todos os gêneros e pretende atingir um público entre 150 a 200 pessoas.
Aos jovens que promovem tecnologias sociais
A ITU Telecom World 2012 acontecerá no mês de outubro, em Dubai, e está promovendo um concurso para jovens inovadores entre 18 a 25 anos, que trabalham com Tecnologias da Informação e Comunicação em projetos sociais.
Os finalistas serão convidados para participarem da ITU Telecom World 2012, e podem receber uma premiação em dinheiro, além de orientações de negócios e workshops.
Interessadxs podem fazer a inscrição aqui.
AnexoTamanho chamada.png92.12 KBCompartilhando Simondon
Thiago Novaes já compartilhou em outros momentos textos e colocações de Gilbert Simondon. Dessa vez disponibilizou vídeos e textos com o objetivo de divulgar o encontro Informação, tecnicidade, individuação: a urgência do pensamento de Gilbert Simondon e a própria obra do autor:
Por um lado, disponibilizamos as traduções para o português dos capítulos introdutórios das duas obras mais importantes de Simondon, Du mode d’existence des objets techniques – traduzido por Pedro P. Ferreira e Christian P. Kasper e já publicado anteriormente, com o título de “Cultura e Técnica”, na revista Nada (no.11, 2008) – e L’Individuation à la lumière des notions de forme et d’information – traduzido por Pedro P. Ferreira e Francisco A. Caminati e ainda não publicado. Por outro lado, disponibilizamos também transcrições de aulas e passagens de textos de Laymert Garcia dos Santos, que há décadas mobiliza Simondon na articulação sócioantropológica de muitos dos principais problemas contemporâneos. Apesar de evidentemente não ser o único a empregar Simondon no campo intelectual brasileiro contemporâneo, Laymert se destaca por seu pioneirismo, pela consistência de sua leitura e pelo acesso privilegiado que oferece às ideias do filósofo. As aulas transcritas ocorreram nos dias 02/03/2011, 16/03/2011 e 30/03/2011 no IFCH/UNICAMP, quando Laymert debatia partes de Du mode d’existence des objets techniques com alunos, numa disciplina de pós-graduação dedicada exclusivamente ao debate das ideias de Simondon. Quanto aos textos, selecionamos passagens de sete textos diferentes publicados entre 1981 e 2011, nas quais Laymert mobiliza Simondon para pensar não apenas a tecnologia em sua especificidade (tecnicidade, concretização, invenção) e em sua relação com o humano (a relação homem-máquina) e com a sociedade (o conjunto sociotécnico), mas também temas específicos como trabalho, progresso, alienação, artificialização, xamanismo, ambientalismo, informação, cibernética, memória, vida e individuação. São eles: Desregulagens (1981, pp.23-7); “O homem e a máquina” (Imagens, 1994, pp.48); “Tecnologia, natureza e a redescoberta do Brasil” (Tecnociência e Cultura, 1998, pp.38-43); “A informação após a virada cibernética” (Revolução tecnológica, internet e socialismo, 2003, pp.12-3); “Demasiadamente pós-humano” (Novos Estudos Cebrap, 2003, pp.166-7); “Paradoxos da propriedade intelectual” (Propriedade Intelectual, 2007, pp.52-7); “Ópera multimídia Amazônia” (Cadernos de Subjetividade, 2011, pp.34-5). Esperamos que este material contribua para a propagação das ideias de Simondon no Brasil – uma contribuição inevitavelmente situada e parcial, mas por isso mesmo ativa e engajada.
$M$ comemora 20 anos em 2012
Cleber linkou um artigo do The Guardian sobre os 20 anos do SMS, e gerou uma série de interações pela lista:
Diego Casaes:
Eu já vi alguns casos bem interessantes de uso de SMS em países africanos, e são tipo ideias super simples pra entregar informações pra galera que mora onde o vento faz a curva (e onde geralmente outros serviços mais 'sofisticados' não chegam). Mas uma coisa que não sai da minha cabeça é porque SMS é tão fucking expensive no Brasil? É tipo MUITO mais caro que em qualquer lugar no mundo, até mesmo em locais com infra-estrutura de telecomunicação extremamente fragilizados na África.
Dalton trouxe o Front Line SMS como alternativa, Liquuid também comentou sobre o valor excessivo dos serviços:
SMS é a forma mais cara de comunicação que existe. Até alguns anos atrás era mais caro que transferir fotos do telescópio hubble, mesmo com essas promoções aqui no Brasil não sei se a coisa mudou no resto do mundo. Um artigo do Meiobit fez a conta na época, enquanto pra transferir 1 Mb do Hubble custa R$279, pra transferir 1Mb de SMS custava R$1.226,99. Sem dúvida a galinha dos ovos de ouro das operadoras. Mesmo com promoções e o caramba, é mais barato mandar um tweet do que um SMS talvez não tanto, já que tem esses planos de 0,50 cents ilimitados.
Cleber:
A tendência no Brasil como já está ocorrendo é a diminuição do preço do SMS, a Claro já tem esse esquema de R$0,50 por dia para envio ilimitado. E como falou o Irapuan, ñ dá pra olhar pro Brasil para
analisar o grau de importância, tem que olhar para os países da África e tal (1, 2). E o mais absurdo é que as operadoras utilizam banda livre para envio de SMS, tem muito pouco custo, só agora que tão começando a passar essa vantagem para o consumidor.
Esquenta
Na terça-feira passada, Hudson trouxe à lista um vídeo sobre Aquecimento Global, na verdade um vídeo entrevista com um climatologista que diz que o fenômeno é ficção:
Helder, que é aluno de meteorologia ficou surpreso com a postura do pesquisador:
O Molion é um pesquisador renomado, vem levantando esse questionamento aqui no Brasil já há alguns anos - inclusive com seu já celebre artigo "Desmitificando o Aquecimento Global" - e nunca adotou essa postura de tratar com irreverência o tema. Apesar do posicionamento político/científico ser salutar ao questionar algumas hipóteses que tem sido tratadas como leis físicas no que tange ao "aquecimento global", achei extremamente inadequada a postura do Felicio. Inclusive, o Felicio, se bem me lembro faz parte de um grupo que se auto denomina como "Céticos do Aquecimento Global". Se trata de uma galera conspiracionista, que acha que o papel do cientista de resume a dúvida. Ser cético não é qualidade pra nada. Obviamente existe uma diferenciação burra onde o cientista que confirma o "aquecimento global" com suas pesquisas é dito como ambientalista, e o que se opõe é visto como controlado pelas industrias de petróleo, desmatador, adepto da bancada ruralista. Enfim, resumindo, o tema é bem debatido mundo afora, tanto por cientistas que confirmam o aquecimento global, quanto os que não confirmam, há gente séria fazendo os dois trabalhos e há gente como o Felício, conspiracionista, que acha que ser cético o qualifica pra alguma coisa. Ser um "cético convicto" é meio que ser como um "ateu fundamentalista", desses chatos que no meio de uma conversa de bar ao saber que há um religioso por perto estraga a noite citando bobagens sem relação entre si, pelo simples prazer de tentar desfazer alguma convicção no outro.
Liquuid replicou:
Eu como ex-estudante de meteorologia fiquei profundamente ofendido com essa entrevista.Tive aulas
com pessoas competentes e nenhuma delas encorporou o alarmista caricato que esse tiozinho descreveu. Só relembrando as aulas, climatologia estuda as variações meteorológicas em períodos longos (milênios) do tempo. A revolução industrial tem o quê, 200 anos ? O clima tá mudando, isso é fato, e que é cíclico isso é outro fato mas dizer que a (ou a falta de) vegetação não interfere no ciclo das águas e temperatura é errado. Tipo, até os índios que nunca passaram na fuvest sabem que tá tudo conectado. Na boa? Desmoralizante esse cara. Como disse antes, é necessário ter um pé atrás sim com todo consenso, mas ele se opõe por se opor. Nessa palestra ele já inicia performático: "se preparem, por que eu vou na contra mão do sistema". Patético. Ofende em alguns momentos pesquisadores renomados, acusa o Carlos Nobre. Não é pra ser levado a sério. Como disse, o Molion tem uma visão que também vai contra o senso comum, tem mais cuidado ao analisar as mudanças climáticas, mas em momento algum chega a ser bobo e ignorante como esse pesquisador aí.
Felipe Fonseca participará da Virada Digital em Paraty
Acontece nos próximos dias 11, 12 e 13 de maio, a primeira edição do Festival Virada Digital, em Paraty. De acordo com o site do evento:
O Festival Virada Digital vai promover o debate e o compartilhamento de conhecimentos em 16 áreas de conteúdo, divulgando a criatividade e o empreendedorismo e fortalecendo o fomento de novas tecnologias voltadas à produção sustentável de bens e serviços para a população brasileira.
Felipe Fonseca estará por lá, no dia 12 pela manhã, das 9hs às 10hs com o painel "Laboratórios de garagem, hackerspaces e o futuro da ciência". Na descrição da programação, a atividade questionará:
(...) a ideia de que a inovação tecnológica se desenvolva apenas nos grandes centros de pesquisas empresariais e acadêmicos. Defende os hackerspaces e os laboratórios individuais de garagem como espaços de inovação autônomos, dinâmicos, informais nos quais o conhecimento circula de maneira livre e ágil. O conhecimento científico deixou de ser propriedade exclusiva da universidade e das grandes corporações. Ele está descentralizado e cada vez mais projetos que nasceram em pequenas “garagens” ganham o mundo e contribuem para o futuro da ciência.
Residências Marginalia+Lab 2012
O Marginalia+Lab está com residências abertas para o programa de residências artísticas. O projeto acontecerá entre junho e novembro de 2012, em Belo Horizonte.
Serão selecionados quatro proponentes para desenvolverem propostas de experimentação em arte, ciência e tecnologia, ao longo de dois meses: dois artistas brasileiros e dois internacionais.
Aos selecionados - artistas, amadores, pesquisadores e entusiastas das mais diversas áreas - será oferecida estrutura de desenvolvimento, pró-labore, além de alojamento e auxílio para viagem aos que não residam na cidade.
Mais informações podem ser acessadas no site.
Metalivro Metatude
Metatude
Meta:
mundo de passagens, objetivos, caminhos, chegar a, motivo de, interior, dentro de, forma que, processo
tude:
tud+ e o que o tudo leva e como e construido. essa apresentacao possibilita a intervencao no kernel da plataforma, aqui a com a mescla entre o analogico e o digital, por meio da utilizacao de veiculos como correios e brochura, assim como textos que existem espacialmente em um ambiente que escorre pelas maos: lista de discussao. O E significa o elo entre esses mundos, o tud e a reunião de.
O que é:
Selecao de textos da metareciclagem que serao veiculados por meio de um livro oportunizador de interações e transformações, tanto por elementos como o tempo como fisicamente pele ser humano
Proposta:
Utilizar o livro de artitas multitudes como uma interface para a externalização de textos metarec
Processo:
- Seleção de textos da lista metareciclagem
- Mapeamento de ambientes para envio do livro
- Traçar possível roteiro de estadia do livro
- Construcao do livro
- Redigir texto para apresentacao do projeto
- Articulação com espaço e pessoas
- Envio do livro
- Publicacao no Blog do Mutgamb de textos sobre os lugares que o livro esta circulando
Tempo:
12 meses (de janeiro de 2012 a dezembro de 2012)
Nuvem de Inverno
A Nuvem: estação rural de arte e tecnologia abriu a convocatória para residências de inverno:
Receberemos propostas de criação, experimentação ou pesquisa de diversas áreas sejam elas artísticas ou não, que venham a dialogar com práticas autônomas: código aberto, ciência nômades (ou de garagem) e ideias que apontem para uma nova poética da tecnologia. Nos interessam também temas relacionados a astronomia, sistemas autogeridos, copyleft, DIY, mobilidade, metareciclagem e outros seguimentos. Queremos estimular a reflexão, o debate e a experimentação de práticas de interação entre sociedade, arte, tecnologia e sustentabilidade. Apostamos na multiplicidade, na colaboração, na construção do conhecimento em rede e no uso de software livre. As residências tem duração de um mês, de 19 de julho a 17 agosto de 2012, de acordo com o calendário lunar do período. de 2012. A Nuvem oferecerá transporte, alimentação, hospedagem e bolsa para 6 pessoas.
A inscrições poderão ser feitas até o dia 06 de junho e acessadas nesse link.
Novas e Velhas Pubs
Lucas Duarte compartilhou o projeto da Unesp que disponibiliza livros digitais (aqui) para download gratuito:
De acordo com a Unesp, de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012 foram contabilizados 84 mil downloads das obras, dos quais a maior parte foi feita por leitores com formação universitária, sendo 30% com mestrado ou doutorado.
E, Fabs trouxe os links de revistas de computação, do século passado:
Gentem, eu aprendi BASIC nestes fascículos!!! E escrevi meu primeiro game, chamado Labirinto, que era um retângulo pequeno perseguido pelo Minotauro do retângulo grande, em uma tela preto e branco. Ou seja, não eram nem 8 bits, eram 2 bits. E gravei ele em uma fita cassete porque ainda não tinha disquete naquela época, mas o gravador da minha mãe era muito ruim e não era sempre que eu conseguia carregá-lo. O problema era sempre acertar o volume, mas não tinha marcador, que nostalgia totales!
O comentário da Fabs acabou gerando uma série de réplicas na lista sobre a primeira experiência com computadores:
Marcelo Braz
Putz, acho que o primeiro computador que eu botei a mão foi esse aqui. Ainda no técnico em eletrônica.
Isaac
Meu primeiro contato foi com um XT feito esse aqui. Escrevi meu nome nele. Não lembro o ano, sou péssimo em me localizar no tempo. Nunca vi um cassete rodando de fato, mas eu tinha um amigo que tinha uma fitinha de um simulador de vôo. Ele me dizia que o lado A carregava o jogo e o lado B jogava.
José Neto
O meu primeiro contato foi com um um micro da CCE que era meio Apple, meio Prológica, depois foi com o tk90x de (pasmen) 16k de memoria ram, depois MSX no qual deixava o pessoal dos pcs, com cara de espanto, por causa dos gráficos coloridos e do som. Nessa época som em xt era de placas carissímas, a soundblaster ainda tava iniciando. Tinha uma encadernação da input, mas não era desde a número um. Digitei muitos desses programas, o do simulador e um clássico. Isaac, os pc's surgiram em 1979, a maioria importabandeados, era a época da reserva da informática, onde era proibido importar, tinha uma porção de clones nacionais que eram maiores que os importados. Era raro a empresa que tinha um micro desses da IBM mesmo, era a "era da": Prológica, itautec, Cobra. Os hd's eram de (pasmen) 10 megas, e custavam bastante caro. Tenho um amigo que participou disso raspando os chips ttl para fazer engenharia reversa das placas. O cassete, ainda tenho, com ajuste de azimute que deveria ficar com som bem agudo. Triste era quando mascava uma dessas fitas, o programa inteiro ia embora, tinha programas que levavam dias pra ser digitados.
Marcos Egito
Curti muito. Meu primeiro contato com um PC foi e 92, ou 93 entre estas foi um Itautec. E foi catucandos os .bat, e abrindo o bixo para ver como botava pra funcionar que hoje sou do Software Livre.
Tartarugas e MetaReciclagens
Entre os dias 25 a 27 de maio, vai acontecer o Encontrão da Metareciclagem, em Ubatuba. Felipe Fonseca trouxe à lista um evento promovido pelo Centro de Visitantes do Tamar, que acontece no mesmo período.
As atividades se iniciarão com a Semana das Tartarugas Marinhas, do dia 21 a 25 de maio. No dia 26 acontece a abertura do III Festival da Mata Atlântica: Floresta, Rios e Mar, com shows de música, exposição, e teatro de fantoches.
No domingo, 27 de maio, começa a Semana da Mata Atlântica com diversas atividades de educação ambiental, uma delas é o Cine Club, com exibição do filme ‘Caramuru: a invenção do Brasil, no dia 28 às 20 horas.
Serviço:
Rua Antonio Atanázio, 273, Jardim Paula Nobre.
+ 55 (12) 3832-6202
Máquinas nem tão doces
Felipe Fonseca compartilhou uma sugestão de documentário o All Watched Over by Machines of Loving Grace (Tudo Viagiado por Máquinas de Adorável Graça). O documentário tem quase três horas de duração, e pode ser assistido no BaixaCultura.
Eu já tinha assistido à primeira parte há alguns meses, e uns pedaços da segunda. Mas entre ontem e hoje assisti às três em sequência, e fiquei com vontade de trazer a discussão aqui para a lista... tem um monte de pontos ali importantíssimos para o imaginário metarecicleiro - a crítica (já manjada) às tecnoutopias californianas, mas também a genealogia da ideia de "ecossistema" (como sistema que tende ao equilíbrio), a visão de pessoas como máquinas (ou "nós de rede") e suas consequências, a guerra do Congo e o coltan, e mais um monte de coisas.
Jesus, livre
O MutGamb já tinha publicado aqui sobre o Flisol que aconteceria em Guarulhos. Felipe Cabral enviou na lista Metareciclagem um vídeo de Jesus Linux, gravado durante o evento:
Neste vídeo Jesulino Alves fala sobre os desafios da democratização do debate em torno do Software Livre e sobre a distribuição Guarux, uma distro GNU/Linux desenhada para atender as demandas de inclusão digital da cidade de Guarulhos e região.
Marcus Egito: telecentros, software livre e gambiarras
Marcos Egito, 33, mora no bairro de João Paulo II, em Camaragibe - uma cidade da região metropolitana do Recife. Hoje trabalha como educador social de software livre, no Centro Marista circuito jovem do Recife. "Estava fazendo Sistemas de Informação, mas tranquei o curso e vou fazer pedagogia!", comenta.
Também já trabalhou nos Trapeiros de Emaús, uma organização não governamental internacional que trabalha com pessoas que não possuem acesso ao emprego formal. "Nos Trapeiros de Emaús passei doze anos, fiz parte da diretoria. Começamos um curso de informática com as sucatas de computadores que recebíamos, fiz parte da comissão de jovens, representei a instituição no conselho do meio ambiente em Camaragibe. Foi lá que tive contato com Software livre, passei a participar do GUD-PE (grupo de usuários Debian).Tínhamos uma parceria com Banco do Brasil e fazíamos manutenção de Telecentros, diz".
Atualmente, Marcos trabalha no Centro de Recondicionamento de Computares (CRC) Recife, participa do Grupo de Usuários Python de Pernambuco (Pug-PE), da Robótica Livre, além de ser educador e militante de Softwar Livre, e voluntário de algumas instituições.
No final de 2010, Marcos junto com outro educador e alguns educandos fizeram um grupo de estudo de programação, batizado de Konesans uma palavra em crioulo haitiano que significa difusão de conhecimento. Atualmente estão sem sede fixa, mas pretendem começar uma oficina de manutenção preventiva de computadores na periferia do bairro do Timbí, em Camaragibe. Marcos conversou com o MutGamb sobre como chegou até a Metareciclagem, quais são suas espectativas daqui em diante, além de compartilhar o convite da II Expotec prevista para o dia 28 de junho e resumo do I hackday do Grupo de usuários de Python de Pernambuco.
Qual seu link com a Metareciclagem?
Marcos: Conheci o termo Metarec muito tempo atrás, não lembro quando e como. Lembro que estava fazendo pesquiza na web e encontrei o site Estúdio Livre, e lá vi o termo. Busquei saber o que era, e comecei a fazer algumas coisas. Nessa época ainda trabalhava nos Trapeiros de Emaús, tentamos montar um museu do computador, pois recebíamos muitos PC's antigões, pintávamos os gabinetes, fazíamos muitas gambitec's, era muito divertido. Foi quando surgiu a parceria com o Banco do Brasil e uma vez por mês botavamos o pé na estrada, com uma kombi cheia de ferramentas, algumas peças de computador e muita boa vontade e bom humor. Fazíamos manutenção nos Telecentros que o Banco do Brasil doava as máquinas. Fomos para o Condado, Araçoiaba, Goiana e Tracunhaém. No passado chegou no CRC o Isaac, que conheci uma vez em um encontro de Softawre Livre, e das listas de discussão. Ele me apresentou a Lista da Metareciclagem, e tive mais informação do que de fato é a metarec. No CRC tentamos aplicá-la ao fazermos artefatos para Robótica Livre, ao tentarmos fazer objetos com as sucatas, ao mostrarmos aos educandos a nova forma de pensar, agir e ver o mundo.
Conte um pouco sobre o Telecentro da Cidade de Tracunhaém
Marcos: O Isaac abriu uma thread na lista da metarec que me tocou a compartilhar saudosos momentos, imortalizados pelas fotos em minha memória. Comecei a subir as fotos, para contar um pouco das idas e vindas que ficaram na história e que quero reviver. Momentos quando não tínhamos chão de cerâmica, nem pc's novos, mais fazíamos festival de instalação.
Onde o ar condicionado era o vento quente e empoeirado soprado por um ventilador que fazia um barulho infernal, mas a galera assistia a oficina das 9h às 11h30, sem reclamar.
Ocuppy Rio, no dia 5 de maio
Bruno Tarin compartilhou uma atividade do 12M que acontecerá no próximo dia 5 de maio, às 16 horas, na Praça Agripino Grieco, no Rio de Janeiro.
É o primeiro de uma série de chamados globais no ano, onde manifestantes em todo o planeta sincronizam suas agendas e propõem atividades conjuntas em praças públicas em seus locais de origem. No Rio de Janeiro, uma das iniciativas foi sair da região central/turística e produzir o encontro no bairro do Meier, criando novos polos multiplicadores de ocupações pela cidade.
Mais informações podem ser acessadas nesse link.
Ainda sobre mulheres e tecnologias
Em meio a notícia de que uma aluna da UNICAMP desenvolveu um sistema educional por meio de SMS, às vespéras da EncontADa, surgiram mais comentários na thread do The Ugly Underbelly of Coder Culture.
Iuri Martins:
Agora acho que o assunto central do texto é que a área de desenvolvimento de software é dominada por homens jovens, e homens mais velhos são excluídos. A primeira parte é toda sobre a exclusão das mulheres. Não importa a idade, todas as mulheres são excluídas da área e inclusive tem um depoimento de uma mulher que praticamente sofria bullying e sexismo diariamente no trabalho onde ela era a única desenvolvedora.
Eu estou traduzindo o texto, se tu precisar ou quiser divulgar ou usar pra alguma coisa. Só não mando agora porque tenho certeza de que está confuso, precisa de revisão (essa insônia em vez de me ajudar me atrapalha). Eu posso dar a minha experiência pessoal por enquanto. Estudo Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Ceará em uma turma de uns 30 homens. Nas duas turmas que eu frequento não chega a ter 5 mulheres, sendo que 4 não sabem o que estão fazendo (provavelmente estão lá porque o pai acha que aquilo vai dar dinheiro, ou só pra estudar na mesma sala do namorico). Tem só uma que frequenta assiduamente as aulas, mesmo tendo muita dificuldade ela sempre fala com o professor depois da aula e tira as dúvidas. Na turma que eu estudava no Rio Grande do Sul tinha uma minoria de mulheres mas tinha mais que 5. Sendo que pelo menos 3 delas estavam interessadas na aula, e outras duas mais novas que não estavam totalmente decididas acabaram se interessando.
Nos lugares onde eu trabalhei nessa área nunca vi nenhuma mulher. Se tinha alguma mulher estava fazendo alguma coisa que não tinha absolutamente nada a ver com desenvolvimento. Uma vez botaram uma do meu lado na ilha, até fiquei surpreso mas ela era assistente de suporte.
Isso não tem nada a ver com o assunto mas lá vai: uma vez entrei em um grupo de mulheres que se diziam "geeks". Entrei neste grupo na esperança de compartilhar conhecimento sobre programação. Na verdade elas eram um grupo que colecionavam pen drives de cor rosa ou de hello kitty, jogos como Barbie Super Model (que nem é um jogo bom) e outras coisas assim. Eu falei isso pra dar a minha experiência sobre a afirmação do texto original que diz que o desenvolvimento de software não atrai a mente feminina.
Bom, na história temos a não tão famosa Ada Lovelace, a primeira programadora, que fez o programa para a máquina de Babbage, inclusive isso foi muito importante para a história da computação. Entretanto parece que com o tempo realmente o desenvolvimento de software sempre seguiu um norte baseado na mente lógica do homem.
Helder:
O pouco que aprendi de programação foi através de 3 profissionais que trabalham num projeto da Petrobras do qual faço parte, de desenvolvimento de algorítimos para interpolação linear de grades irregulares de dados oceanográficos e meteorológicos. Enfim, aprendi diretamente shell e python - ferramentas pra nós, usadas diariamente - com uma profissional de uns 29 anos. Aprendi os conceitos por trás do sql e BD em geral com uma recém formada, de uns 26 anos. E fortran com uma matemática de seus 40 e tantos anos. O projeto contava com alguns programadores homens, claro. Mas, incrivelmente, acho que a generosidade intelectual das mulheres me aproximou delas nesse processo de aprendizagem.
Iuri:
Sim! Trabalhei num lugar, na hora do almoço eles desligavam as luzes e iam jogar Counter Strike na sala de treinamento e me deixavam trabalhando no escuro. Pode parecer besteira mas essa cumplicidade (nunca foi nenhuma das mulheres e nem um dos adultos jogar Counter Strike junto com eles) e esse comportamento são reflexos claros do escopo deste texto.

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